Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013

Já será tarde????

De súbito sabemos que é já tarde. Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa. De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós. Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo? Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm. Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber. O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante. E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho. Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias. E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa. Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí. Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir… Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos. E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.

Paulo Geraldo

publicado por Jaam às 13:02

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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012

Voltar só por isto...

Não fosse a tristeza do CR7 e tão cedo não voltaria por cá...

Há coisas que nos agridem e marcam inesquecivelmente e esta triste novela pornográfica protagonizada por alguém que devia dar graças aos céus por lhe ter permitido alcançar o patamar onde chegou e não andar a lamuriar-se em cenas, essas sim muito tristes, fazendo pouco da miséria que grassa na grande maioria das familias portuguesas onde alguns dos seus chefes e chefas certamente com muito maior competência e capacidade intelectual que o mundialmente amado CR7 têm de sobreviver miseravelmente sem que tenham sequer a oportunidade e muito menos tempo disponivel para se sentirem tristes...

Deus não dorme e a justiça chega sempre em tempo oportuno...

A fartura de hoje pode ser a miséria de amanhã e há coisas que o dinheiro não compra, uma delas é o pudor...

Pode ter todo o dinheiro do mundo que haverá sempre altos valores que nunca conseguirá obter...Pode-se ser bonito, rico, poderoso e desejado mas nunca se pode ser aquilo que não existe dentro de nós.

A cultura de berço fica sempre e com todo o respeito que tenho pelas raças, um negro nunca será um branco e vice versa bem como um inculto será sempre um inculto...

Goza o teu poder e o teu dinheiro, chegará a altura em que valerás bem menos do que muitos outros...entretanto poupa a inteligência dos que tiveram a felicidade de a possuir e que a utilizam de uma forma mais humana embora menos rentável financeiramente...

sinto-me:
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publicado por Jaam às 21:59

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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Mentecaptos

Como é possivel que algumas pessoas possam achar que os desempregados estão nessa situação por vontade própria e considerem tal situação como um estado de prazer e regozijo...o que eu desejo com todas as forças a tal gente é que Deus lhes dê a Graça do desemprego...
Capados mentais...é o que são.

publicado por Jaam às 15:09

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Sábado, 6 de Agosto de 2011

Vida...ou Morte...

A distância entre a vida e a morte é algo que não existe...não somos mais do que cadáveres andantes.

Somos apenas um amontoado orgânico comandado por um espírito que entranhado em nós nos acompanha até ter condições para isso...

Quando o corpo fisico deixa de ter condições, o nosso espirito eleva-se e ascende ao seu mundo de vibração.

A nossa composição orgânica ou material pode ser abandonada pelo espirito independentemente da sua idade ou condição social.

Temos como maior necessidade a preservação da nossa matéria para que o espirito possa nela permanecer nas melhores condições e durante o maior periodo de tempo possivel!

A Vida é estranha...a Morte é desconhecida. Com a vida somos confrontados diáriamente...com a Morte apenas uma vez.
A Vida gosto de a Viver...a Morte não sei.
Mas sei que viverei para além da Morte...eternamente!
Ninguém vive sem razão...tal como ninguém morre sem causa. A causa de morte pode ser uma consequência da vida...mas a vida não é uma consequência de Morte.
A Vida é para ser vivida...plenamente!
A Morte para ser esperada...calmamente...
Vivam a vida! Vale a pena!

sinto-me: Cheinho de vida!
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publicado por Jaam às 01:19

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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Velhos?? São os trapos!!

Vencer o desemprego aos 50

 

19.05.2011

O desemprego é uma situação dramática que tende a ganhar um impacto ainda maior entre os trabalhadores mais velhos que, além da idade, têm de competir com profissionais mais jovens que constituem mão-de-obra mais barata e que possuem, frequentemente maiores qualificações. Mas estar desempregado aos 50 anos não é o fim do mundo. Há pontos que jogam a seu favor na corrida por um novo emprego.

No ano passado, a empresa de outplacement Transitar conseguiu recolocar no mercado 76% dos profissionais séniores que recorreram aos seus serviços, num universo de 200 pessoas. Um número que espelha, por um lado, uma crescente preocupação das empresas em promover um apoio na reintegração dos trabalhadores que dispensa, e que por outro demonstra que há esperança para quem enfrenta o desemprego aos 50 anos.

“Melhores do que os profissionais júniores no controlo das emoções e do stress, mais eficazes em momentos de pressão, mais experientes, com maior capacidade de análise e tomada de decisões em situações de crise”, os profissionais seniores apresentam para Yves Turquin, diretor-geral da Transitar, claras vantagens em relação aos recém-licenciados. Para o especialista, ainda que Portugal esteja longe de outros países como os Estados Unidos no que diz respeito à valorização do potencial destes profissionais, o país tem dado grandes passos na constatação de que “aos 50 anos um trabalhador tem muito potencial para colocar ao serviço da empresa”.

Na verdade, para os especialistas, além da experiência e do conhecimento acumulados ao longo dos anos, estes profissionais têm muito mais pontos fortes. “Aos 50 anos, já com um historial de descontos para trás, um profissional aceitará com maior facilidade integrar uma empresa num modelo mais flexível de colaboração do que um jovem profissional que procura, por exemplo, uma integração nos quadros”, argumenta Yves Turquin.

O especialista reconhece que, fruto da atual conjuntura económica, “mantém-se em Portugal a dificuldade de recrutar seniores, mas também lidamos agora com a dificuldade de colocar recém-licenciados, por isso o problema não está apenas da idade”. O fundamental é, para Yves Turquin, que os profissionais na faixa etária dos 50 anos não sintam que a sua carreira terminou. É verdade que o mercado de trabalho não enfrenta os seus melhores dias e que “há uma grande concorrência por parte de jovens que possuem formação superior e constituem mão-de-obra mais barata”, mas assegura Turquin “não é o fim do mundo ter mais de 50 anos e estar desempregado ou querer dar outro rumo à sua carreira porque o emprego atual não o satisfaz”.

Ainda é possível conseguir um emprego e há estratégias que o podem ajudar (ver caixa). “O que pode faltar em juventude ou mesmo em currículo académico sobra em experiência profissional, muitas vezes até em várias áreas, e em maturidade que são mais-valias inegáveis para qualquer empresa”, explica o diretor-geral da Transitar.

Como resultado das suas longas carreiras, os trabalhadores veteranos possuem alguns trunfos a seu favor que, com a estratégia adequada, poderão facilitar uma rápida reintegração laboral seja por contra de outrém ou por sua própria conta e risco. Investir nas novas tecnologias, marcando presença nas redes sociais que são cada vez mais plataformas de recrutamento, pode ser um primeiro passo para abrir algumas portas. Depois, deve aproveitar as entrevistas ao máximo, procurando demonstrar toda a experiência que possui e evidenciar o facto de aos 50 anos não se ter acomodado ao desemprego e ainda ter muito para dar.

Dicas para um novo emprego

Procurar emprego pode tornar-se uma tarefa ingrata e uma fonte de stress, sobretudo nos tempos que correm. Mas há estratégias que podem encurtar-lhe o caminho para o sucesso e tornar mais eficaz a sua procura por um novo emprego. Mesmo quando já está na fasquia dos 50 anos.

• Relance a sua carreira!
A opção mais segura aos 50 pode ser investir na área onde sempre trabalhou, pela longa experiência e conhecimento prático que tem acumulado e pode levar uma empresa a investir num candidato mais velho em detrimento de um profissional mais jovem. Mas isso não significa que não invista na reciclagem de conhecimentos que já tem. Aposte na formação e reforce os conhecimentos que já detém.

• Atualize o seu currículo

Com uma carreira longa, é importante que consiga fazer passar a melhor mensagem do seu percurso no currículo. Saliente no seu CV as experiências profissionais mais relevantes. O currículo deve ser curto e conciso por isso, dê destaque às experiências com maiores probabilidades de contribuir para que alcance um novo emprego.

• Invista nas novas tecnologias
Não fique fora das redes sociais. Esta é hoje uma ferramenta ímpar de networking que lhe possibilita manter contacto com grande número de pessoas e empresas e pode abrir muitas portas a um novo emprego. São cada vez mais os profissionais recrutados através das redes sociais e a divulgação de novas oportunidades através destas plataformas é cada vez maior.

• A hipótese do regresso à escola
Nunca é tarde para aprender e os 50 são uma idade tão boa como qualquer outra para atualizar conhecimentos ou para adquirir formação noutra área que possa abrir mais portas.

• Crie o seu próprio emprego

Com a experiência e o conhecimento que um candidato de 50 anos tem, criar o seu próprio posto de trabalho pode ser uma excelente alternativa. Se conhece o mercado e a forma como trabalhar, porque não dar o passo em frente?

• Tenha sensibilidade para o marketing
Um bom emprego é disputado por centenas de candidatos.
A forma mais eficaz de os vencer é ter uma apresentação que corresponda ao que a empresa procura. Personalize a sua abordagem. Um currículo em video, por exemplo, pode valer milhões dependendo da função para a qual concorre.

sinto-me: Capaz de os comer...
publicado por Jaam às 23:59

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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Geração à rasca foi a minha!

 

 

  Foi uma Geração que viveu num país vazio de
  gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser
  diferente, pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à
  segurança social.

  Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos
  direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de
  crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9% (hoje é de 3,6%).

  Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio
  proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.

  Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, re-casados, em união de facto,
  casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras
  porque sim, pais biológicos, etc.

  A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o
  chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país ou
  de lhe ler a correspondência.

   Os televisores LED, ou a 3 dimensões eram uns caixotes a preto e branco onde
  se colocava à frente do ecrã um filtro colorido, mas apenas se conseguia
  transformar os locutores em ET's desfocados.

  Na rádio ouviam-se apenas 3 estações - a oficial Emissora Nacional, a
  católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos
  então os Gato Fedorento, mas dava-nos imenso gozo ouvir Os Parodiantes de
  Lisboa, ou a Voz dos Ridículos.

  As Raves da época eram as festas de garagem, onde de ouvia música de vinil e
  se fumava liamba das colónias. Nada de Bares ou Danceterias. As Docas eram
  para estivadores, e O Jamaica do Cais do Sodré para marujos.

   A "Night" era para os boémios. Éramos a geração das tascas, das
  casas de fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que
  vendiam discos, como a Valentim de Carvalho ou a Vadeca.

  As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que a nossa juventude enviava
  lá da guerra aos pais, noivas, namoradas ou madrinhas de guerra.

  Agora vivem na Internet, ora alimentando números de socialização no Facebook,
  ora cultivando batatas no Farmville. Os SMS e E-Mails cheios de k e vazios de
  acentos eram as nossas cartas e postais ou papelinhos contrabandeados nas
  aulas.

  As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas por via marítima, no Niassa,
  no Timor, no Quanza, no Índia entre outros, tenebrosos navios que, quando
  embarcávamos, só tínhamos uma certeza – a viagem de ida, quer fosse para
  Angola, Moçambique ou Guiné.

  Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam
  doentes. Coca-Cola e Pepsi? Eram proibidas. Bebia-se laranjada, gasosa ou
  pirolito.


  Agora IMAGINEM, o que teriam para contar e escrever
  sobre a sua geração, se o soubessem fazer os analfabetos, nascidos na década
  de 30 e 40 do século passado, que viveu os despojos da 2ª. guerra mundial e
  todos os seus efeitos posteriores, desde o RACIONAMENTO, com o uso de SENHAS,
  que condicionavam os bens mais comezinhos, como o acesso ao carvão, às bolas
  de carvão, ao petróleo para uso nos fogareiros, limitava o nº. pães/carcaças
  às famílias, não havia azeite, açúcar bem como a maioria dos bens
  alimentares, as famílias completas com 4 e 5 filhos, viviam em buracos
  telúricos, barracas, quartos ou partes de casa alugadas, as pessoas andavam
  descalças, rotas mas sem ser por moda, passavam verdadeira fome, empenhavam
  tudo o que havia em casa à 4ª.Feira, para depois levantar da casa de
  penhores, se pudessem, ao sábado, dia de receber o reles salário, num ciclo
  vicioso.
 

  Os atrás citados, são a geração dos atuais avós ou
  bisavós, que ainda vivos continuam a não contar aos descendentes por vergonha
  do seu passado e depois na ânsia de darem uma vida melhor aos seus filhos e
  netos os estragaram com mimos e benesses e contribuíram inconscientemente,
  para que eles enveredassem desmesuradamente pelo consumismo de toda a ordem,
  criando uma dívida descomunal sem procedentes na história do país.
 

  Esta é que é uma verdade insofismável que poucos tema coragem de contar.

 

  Na minha geração, dos jovens só se esperava que
  fossem para a tropa ou emigrassem.

  Na minha Geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.


 
sinto-me: Sem medos!!!!!1
publicado por Jaam às 17:02

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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Pagar para poder pagar...

 Contribuinte: Gostava de comprar um carro.

Estado: Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte: Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?

Estado: Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

Contribuinte: Ah... Só isso.

Estado:... E só mais uma Coisinha. Para o pôr a circular. O selo.

Contribuinte: Ah!..

Estado:... E mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule. O ISP.

Contribuinte: Mas... sem gasolina eu não circulo.

Estado: Eu sei.

Contribuinte:... Mas eu já pago para circular...

Estado: Claro!..

Contribuinte: Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado: Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte: Diferente?!

Estado: Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte:... Porque existe?!

Estado: Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.

Contribuinte:... Só isso?

Estado: Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte: Como assim?!

Estado: Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte:... Para o estacionar?

Estado: Exacto.

Contribuinte: Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado: Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.

Contribuinte: Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.

Estado: Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte: Novo?

Estado: É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte: Pago para você ver se pode cobrar?

Estado: Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...

Contribuinte:...Mais uma coisinha?

Estado: Para circular em auto-estradas

Contribuinte: Mas... mas eu já pago imposto de circulação.

Estado: Pois. Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte:... Diferente?

Estado: Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte: Só mais isso?

Estado: Sim. Só mais isso.

Contribuinte: E acabou?

Estado: Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte: Quais 25 euros?!

Estado: Os 25 euros que custa pagarem para andar nas auto-estradas.

Contribuinte: Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado: Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte: Quais 25 euros?

Estado: Os 25 euros são quanto custa o chip.

Contribuinte:... Custa o quê?

Estado: Pagar o chip. Para poder pagar.

Contribuinte: Não perc...

Estado: Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte: Pagar custa 25 euros?

Estado: Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte: Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado: Imagine que um dia quer? Tem que pagar.

Contribuinte: Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado: Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte: E se eu não quiser?

Estado: Paga multa!

sinto-me: A pagar...
publicado por Jaam às 18:08

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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

Amizade?

Um falso amigo é mais temível que qualquer animal selvagem;o animal pode-nos ferir o corpo, mas um falso amigo irá ferir a nossa alma...

publicado por Jaam às 17:45

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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Lindo!!!!1

E não é que os versos são quase todos decassílabos !?
Muito bom.

São pois, sim senhor. Estas estrofes já tinham passado pelas minhas mãos, mas não tinham então a perfeição que têm agora. Parabéns a quem as retocou.

Aí está, pois, uma composição poética quase perfeita!

Prevejo dias (quiçá, anos) de muita criatividade, pois esta aumenta na
proporção inversa do nosso descontentamento! Pena que certas estirpes
humanas não se sintam atingidas e não se reconheçam ao lerem esta poesia.

                          I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

                          II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

                        III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano.
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

                        IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!
------------------------------------------------------------------


E + outro: Um poema da "mente", só/mente!

POEMA da 'MENTE'...

Há um Ministro que mente...
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de modo tão pungente
Que a gente acha que ele mente, sincera/mente.
Mas mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão habitual/mente, tão hábil/mente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
Nos vai enganar eterna/mente.

Nota: Não sei quem é o autor... com tal mente

publicado por Jaam às 18:32

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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Diário de um Professor...

 

CONFISSÃO DE UM PROFESSOR....ESTA DOI A LER!!!!!!!!!!

A POBREZA ENVERGONHADA!...PODE ESTAR AO NOSSO LADO!... 

 

O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos. Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar. De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude. Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».

Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.

CIRCULAR PELOS AMIGOS E CONHECIDOS, COMENTAR, BARAFUSTAR, SÃO ACÇÕES QUE NADA PODERÃO FAZER PARA REPOR OS VALORES DESTE PAÍS. É NECESSÁRIO FAZER MAIS... MUITO MAIS! PARA COMEÇAR, FAZER DESAPARECER QUEM ESTÁ A DESTRUIR PORTUGAL! NÃO HÁ MEIOS PARA ISSO? COM CERTEZA QUE SIM!

sinto-me: Um perfeito inútil!
publicado por Jaam às 18:33

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